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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Anatel sugere compartilhamento de redes 3G

A Anatel fez uma lista de demandas às operadoras de celular na tentativa de evitar que as redes 3G sofram colapsos devido a um aumento repentino na demanda. A ideia da Anatel é que as operadoras compartilhem seu “sinal” 3G com outras operadoras quando estas estiverem no limite de sua capacidade.

Se a operadora A estiver com lentidão na rede, seu assinante poderá utilizar a rede de dados 3G da operadora B, vice-versa e assim por diante com todas as operadoras. O processo já existe em cidades com até 30 mil habitantes no qual poucas antenas estão disponíveis e deve ser expandido para o resto do país. Para que isso seja possível em larga escala, uma forma de compensação entre as operadoras deve ser criado.

Uma das preocupações da agência do governo é com as redes 3G em grandes eventos esportivos que devem acontecer no Brasil nos próximos anos como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016. Estes eventos geralmente colocam à prova a infraestrutura de comunicações das cidades que sediam jogos.

Além disso a Anatel anunciou que estará atenta às promoções 3G de Natal das operadoras e que cobrará responsabilidade em não ofertar além da demanda que as operadoras consigam suportar.

[via Technoblog e Info Online]

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ajude a construir o Mapa do Sinal 3G no Brasil

Não seria legal se pudéssemos consultar online onde tem rede 3G disponível? Se tivéssemos algum lugar que nos ajudasse a descobrir qual tele tem a rede com o melhor sinal?

Então, seu problemas acabaram... Basta consultar o Sinal3g.

"O Mapa com Sinal 3G foi idealizado pela turma do Tambotraising, que conta com o apoio da Bia Kunze (a Garota Sem Fio), do GuZ e a turma do Oxenti. Resultado de um mashup com o Maps do Google, ele apresenta os pontos em que podemos ter certeza de que é oferecido um sinal decente, ou se teremos de nos contentar apenas com EDGE ou UMTS.

Afinal, com a popularização dos serviços 3G, nada mais legal do que saber onde pode-se contar de verdade com o serviço. Até porque, se você depender das operadoras, vai acabar ouvindo aquela resposta padrão de que possuem a maior/melhor cobertura no país, não importa o quanto esse sinal é ainda instável.

Portanto, fica aqui a dica: corra já até o site e faça a sua parte! Para ajudar, basta ter uma conta do Google e indicar os pontos que você conhece onde o sinal 3G é forte. Parabéns a todos os envolvidos e aos que têm contribuído com a iniciativa! ;-) " (by Macmagazine)

[via Gizmodo Brasil e Macmagazine]

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Banda larga 3G está rumo ao naufrágio, diz Nokia


Com taxas de crescimento da ordem de 50% apenas este ano, enquanto a economia como um todo patina e pode encerrar 2009 no vermelho, o segmento de banda larga móvel já começa a vislumbrar a possibilidade de saturação da atual tecnologia (3G). Durante seminário sobre o tema realizado hoje em São Paulo, o executivo Wilson Cardoso, da Nokia Siemens, chegou a projetar que as atuais frequências usadas pelas operadoras de telefonia celular atingiriam o limite em um prazo de dois anos, o que demandaria o investimento em redes mais avançadas visando eventos como, por exemplo, a Copa de 2014.

Os executivos de operadoras, do seu lado, defendem o serviço fornecido hoje e dizem que, apesar das restrições, o 3G tem plenas condições de satisfazer as necessidades de acesso à internet da maior parte dos clientes. Uma das principais limitações da tecnologia – que ainda não completou dois anos de implantação – é a velocidade do acesso e as oscilações na qualidade da conexão de acordo com o tráfego da rede no local onde está o usuário.

Na avaliação do diretor de segmentos da Oi, Roberto Guenzburger, o serviço oferecido pelas operadoras de celular atende a um segmento que ainda possui um potencial muito grande de crescimento. Para ele, não basta investir no aumento da capacidade se a maior parte dos clientes não se dispõe ou não tem necessidade de pagar pelo serviço.

O executivo da Oi pondera que, diante da nova realidade econômica e do amadurecimento do setor de telefonia móvel no País, cada real gasto pelas operadoras precisa ser muito bem justificado aos acionistas. “O mercado está menos agressivo e mais racional, e questiona muito mais a necessidade de investimento das empresas”, afirma. Por isso, ele considera que novas tecnologias como a LTE, que amplia a capacidade de acesso da banda larga móvel, só entrarão em operação quando houver uma expectativa mais evidente de retorno.

Para Márcio Nunes, diretor da Claro, os problemas enfrentados pela banda larga móvel estão muito mais concentrados na infraestrutura e na capacidade de transmissão dos dados do que na tecnologia em si. Ele avalia que as projeções de saturação do serviço em um prazo tão curto como 2011 não levam em consideração a evolução dos sistemas atuais, mas reconhece que, cedo ou tarde, o 3G precisará de fato ser substituído.

O executivo da Claro defende que as operadoras façam uma oferta mais inteligente do acesso móvel à internet para evitar frustrações dos usuários. “É preciso entender o que o cliente deseja fazer para saber se o serviço é ou não condizente”, afirma. Para usuários que usam a rede para fazer downloads, por exemplo, a banda larga fixa ainda é a melhor opção no estágio atual do 3G, segundo Nunes.

[via Technodia]

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Banda larga 3G representa 32% das reclamações de telefonia em 2009

Os serviços de banda larga 3G representaram 32% (13.732) das reclamações sobre telefonia registradas de janeiro a maio deste ano. Em relação ao segundo semestre de 2008, o volume aumentou 95%, revela o site Reclame Aqui, serviço que abre espaço para a defesa de consumidores na internet.

Serviços de telefonia móvel e fixa registraram 42.890 reclamações de consumidores online entre janeiro e maio deste ano, um crescimento de 192,2% em relação ao total de 14.678 reclamações registradas de janeiro a maio de 2008.

Mais sobre a pesquisa

O segmento de telefonia móvel registrou 78% das reclamações (33.454) contabilizadas no ReclameAqui. A operadora TIM ficou em primeiro lugar com 31% das reclamações, a Claro foi alvo de 22% dos registros, a Vivo ficou em terceiro, com 20% das reclamações, e a Oi, na quarta posição, recebeu 14% das reclamações.

A velocidade de contratação dos planos 3G recebe o maior volume de reclamações em telefonia móvel (39%). Em segundo lugar, estão reclamações sobre planos de minutos com bônus (22%) e em terceiro, ofertas de chamadas com taxas reduzidas (12%).

No setor de telefonia fixa, que representou 22% das reclamações registradas pelo site (9.436 no total), a Telefônica liderou o volume de reclamações, em 39% dos casos, seguida pela Brasil Telecom (31%), Embratel (14%), GVT (8%) e outras (8%).

Os dados também devem considerar o crescimento no volume de usuários cadastrados do Reclame Aqui, que saltou de 372 mil, em maio de 2008, para mais de 1,48 milhão em maio do ano passado. O serviço foi criado em 2005.

[via IDGNow]

terça-feira, 12 de maio de 2009

Vivo promete banda larga de 30 reais

A operadora de telefonia celular Vivo planeja lançar uma oferta de banda larga móvel de até 30 reais dentro do anúncio de isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) informado em abril pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Roberto Lima, presidente da operadora, não quis estabelecer prazo para o lançamento, mas informou que esta é uma das "prioridades" da empresa. "Estamos olhando até onde a redução de ICMS pode nos oferecer diminuição de preço", diz Lima.

De acordo com o executivo, a Vivo está avaliando o número de novos usuários que a oferta traria, de forma a justificar a redução de preço para chegar até os 30 reais estabelecidos pelo governo como valor máximo para que os provedores de acesso obtenham o benefício tributário. Segundo Lima, apenas a isenção do ICMS não é suficiente para diminuir os preços até o patamar de 30 reais.

"Estamos calculando quanto a isenção faria nossas vendas crescerem para baixarmos o preço", afirma o presidente da Vivo, que considera a medida uma "nova oportunidade de atração de receita para o setor de telecom".

[via IDGNow]

quinta-feira, 19 de março de 2009

3G soma 300 milhões de assinantes em todo o mundo

Em todo o mundo, há aproximadamente 300 milhões de assinantes de serviços de terceira geração de telefonia celular baseados nas tecnologias da família HSPA (High Speed Package Acess), um percentual pequeno dentro do universo de 4 bilhões de acessos móveis de todos os tipos, dos quais 3,5 bilhões são GSM. Os dados são da Informa Telecoms & Media, referentes a dezembro de 2008, e foram divulgados pela 3G Américas.

A associação, que reúne fabricantes e operadoras para disseminar tecnologias 3G, prevê que nos próximos 4 anos tecnologias da família HSPA e LTE totalizem 1,6 bilhão de usuários em todo o mundo, respondendo por 80% dos assinantes de terceira geração do planeta.

Atualmente, a região das Américas é responsável por 18,8% do total de assinaturas de telefonia móvel em todo o mundo - 457 milhões na América Latina e 292 milhões na América do Norte.

No entanto, apesar de concentrar mais assinantes, a América Latina gera receitas menores para as operadoras. A taxa de penetração média da região é 78%, mas o ARPU (Average Per User, ou receita média por usuário) é de 16 dólares, segundo dados do terceiro trimestre do ano passado. "Nos Estados Unidos, o ARPU é mais de três vezes maior", diz Erasmo Rojas, diretor da 3G Américas para América Latina e Caribe.

A utilização de dados na América Latina também é pequena frente à região norte do continente americano. Em países como Brasil, Argentina, México e Venezuela, serviços de dados contribuem com, em média, 14% do ARPU, contra 23% na América do Norte.

Alguns dos fatores que podem incentivar a timidez dos usuários latino-americanos em relação à utilização de seviços de dados são os preços praticados pelas operadoras, que optam por obter um pay back acelerado de seus investimentos e a pouca divulgação desses serviços até agora.

"Antes, as operadoras brigavam por número de clientes e não para promover o uso de dados. Vejo uma boa oportunidade para aumentar o uso desses serviços; o ideal é que, em dois anos, este percentual chegue a 25% ou 30% do ARPU no Brasil", analisa Rojas.

O país que mais contribui para o avanço do 3G na América Latina é o Brasil, responsável por metade das assinaturas da região, embora tenha um terço do total de assinantes de serviços móveis. O Equador, por sua vez, responde por apenas 2% do total de usuários de ofertas de mobilidade da AL, mas etém 14% dos clientes de terceira geração. "Isso se deu devido ao grande incentivo ao uso de modems wireless", comenta o diretor da 3G Américas.

[via Computer World]

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

TIM oferece banda larga pré-paga por R$ 5 a partir de segunda


A TIM anunciou nesta sexta-feira (27/02) que vai oferecer um serviço pré-pago de banda larga móvel custando a partir de R$ 5 por 24 horas.

O presidente da operadora, Luca Luciani, adiantou que a empresa oferece o serviço a partir de segunda-feira, em toda a sua área de cobertura.

O modem custará R$ 299 e inicialmente a operadora deve oferecer apenas créditos válidos por 24 horas corridas, que podem ser renovados quantas vezes o cliente desejar, pelo custo de R$ 5 por carga.

A velocidade da conexão não é limitada e deve variar conforme a área de cobertura – mais rápida nas áreas 3G e mais lenta nas áreas Edge. Já o tráfego é limitado a 250 MB no período.

De acordo com o presidente, a TIM já possui 500 mil clientes de banda larga móvel, mas pretende ampliar o ritmo de adoção com a nova oferta.

Hoje a TIM conquista 1,5 mil novos assinantes de banda larga por semana, média que deve subir para 3 mil no mês de março, disse Luciani.

A operadora também deve reduzir os preços dos seus planos pós-pagos, que custarão a partir de R$ 39,90 para velocidade de 600 Kbps – antes o mesmo plano custava R$ 89,90. Os novos valores dos planos de 1 Mbps e 7 Mbps não foram informados.

[via Plantão Info]

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Uso do Wi-Fi cresce exponencialmente, mostra pesquisa


Uma pesquisa realizada pela empresa de publicidade em celulares AdMob apontou que o uso de conexões Wi-Fi para acessar à web está crescendo exponencialmente.

Só em janeiro deste ano, a AdMob contabilizou 6,5 bilhões de conexões à web via padrão Wi-Fi. O número é 9% maior que o apontado em dezembro de 2008.

Ao mesmo tempo, o número de conexões registradas por tecnologias que usam cabos, como fibra óptica e ADSL diminuíram no mundo.

A AdMob afirma que a mudança é uma tendência nos mercados centrais, como Estados Unidos, Japão e Europa Ocidental e que deve se confirmar também nos países emergentes, como o Brasil.

Segundo este raciocínio, será cada vez mais baixo o número de dispositivos acessando à web por meio de conexões com cabos. Já as conexões por Wi-Fi devem manter a curva ascendente, prevê a AdMob.

O mesmo estudo atribui à popularização dos smartphones com suporte a Wi-Fi o boom. A AdMob avalia, ainda, que quem possui um celular com Wi-Fi navega sempre que encontra uma rede disponível. O mesmo comportamento não se verifica quando a pesquisa olha para as redes 3G.

Apesar da explosão de aparelhos que suportam 3G, o número de conexões à web por este método cresce em ritmo lento.

A principal conclusão da pesquisa é que ainda é muito caro navegar em redes de terceira geração, o que faz os usuários preferirem fazê-lo com moderação.

[via Plantão Info]

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

TIM oferece acesso compartilhado a web móvel

A TIM passa a oferecer a seus clientes um mini-roteador que permite distribuir o sinal da banda larga sem fio para vários dispositivos.

O mini-roteador Wi-Fi da Huawei, modelo D100, custa R$ 299 nos planos com velocidades de 600Kbps, 1Mbps ou 7Mbps. Nos demais planos, o equipamento custa R$ 399.

Quem já é cliente TIM Web nos pacotes ilimitados também poderá adquirir o equipamento ao preço promocional de R$ 299.

Segundo pesquisa encomendada pela operadora à TNS InterScience, grande parte dos os clientes da TIM em banda larga móvel tem pelo menos dois PCs por residência e quase 50% usam o TIM Web em seus notebooks.

O uso é simples: basta plugar o modem para banda larga no mini-roteador que o acesso é compartilhado com todos os equipamentos Wi-Fi nas proximidades.

O produto está disponível nas lojas TIM em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santa Catarina e São Paulo.

[via Plantão Info]

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Brasil terá 3 milhões de usuários de redes 3G HSPA em 2009, diz 3G Americas


São Paulo - Acesso a redes 3G de alta velocidade soma entre 1,6 milhão e 1,8 milhão de brasileiros atualmente, diz associação 3G Americas.

Erasmo Rojas, diretor para América Latina e Caribe da 3G Americas, prevê que o número de assinantes 3G que utilizam a tecnologia HSPA (High Speed Packet Access) no Brasil chegará a pelo menos 3 milhões no fim de 2009. Atualmente, há cerca de 1,6 milhão a 1,8 milhão de usuários dessa tecnologia no País.

"Hoje em dia há quase 3 milhões de assinantes HSPA na América Latina e, destes, mais da metade, 60%, é contribuição do Brasil", afirma o representante da associação que reúne fabricantes e provedores de serviços de telecomunicações.

De acordo com Rojas, o HSPA tomou impulso no Brasil este ano, quando todas as operadoras com atuação no País lançaram suas redes 3G.

O executivo acredita que em 2009 haverá maior competição entre as operadoras móveis, não só para conquistar novos clientes, mas, principalmente, para reter os bons assinantes. E, na opinião do presidente da 3G Américas, as operadoras deverão ser criativas para alcançar bons resultados neste sentido.

"A portabilidade numérica vai trazer uma nova situação. A briga vai ser muito forte e talvez seja muito importante cobertura, portifólio de aparelhos e os preços, mas achamos que talvez o operador que traga para o mercado conteúdo e aplicações mais interessantes possivelmente poderá atrair assinantes de outras operadoras", analisa Rojas.

[via IDGNow]

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Oi oferece teste gratuito de serviço 3G

SÃO PAULO – Clientes que comprarem o modem 3G da Oi podem experimentar o serviço gratuitamente até o fim do ano.

Caso não goste do serviço, o cliente poderá cancelar o serviço até o fim do ano. “Se estiver insatisfeito, pode ir embora sem pagar multa”, disse João Silveira, diretor de unidade de negócios de varejo da Oi.

Para experimentar o serviço Oi Velox 3G, o cliente precisa adquirir o modem 3G da Oi. O aparelho é desbloqueado e custa R$ 299. A promoção é válida para novas adesões, com contratos assinados a partir do dia 17 de novembro.

Se o cliente resolver continuar com o serviço em 2009, ganhará crédito em suas mensalidades por dez meses. O crédito será de acordo com o plano escolhido, sendo de 30% do valor do plano para os planos de velocidades de 1 Mbps e 600 Kbps e 15% para o plano de 300 Kbps.

Há três opções de velocidade: 300 Kbps (mensalidade de R$ 59,90), 600 Kbps (R$ 79,90 mensais) e 1 Mbps (R$ 119,90 mensais). Há uma franquia de 10 GB por mês. Se for ultrapassada, o cliente paga por dados avulsos (R$ 0,10 por megabyte).

O Oi Velox 3G está disponível em 50 municípios, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Verifique a área de cobertura no endereço www.oi.com.br/cobertura3g.

[via PlantãoInfo]

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Operadoras não atenderão à demanda por 3G

SÃO PAULO - Mais da metade das empresas brasileiras acredita que as operadoras não estão preparadas o tráfego de dados 3G.

Uma pesquisa realizada pela IDC e a Tellabs mostra que 55% das companhias brasileiras temem que a alta procura por banda larga sem fio prejudique os serviços das operadoras de telefonia.

De acordo com Vinicius Caetano, analista de telecom da IDC, os resultados do estudo mostram que, apesar de as companhias acreditarem no sucesso do 3G no Brasil, as operadoras têm sérios problemas de infra-estrutura que precisam ser resolvidos rapidamente.

A adoção do 3G pelas empresas, no entanto, já está avançada no país. Dos executivos entrevistados, 56% disseram que ao menos uma dessas tecnologias já está disponível nas suas empresas e 23% afirmaram que serão adotadas nos próximos anos. Os que não têm planos de implementar essas tecnologias responderam por 20% dos consultados.

Outro dado que reforça esse otimismo é que 80% das empresas acreditam que os smartphones 3G serão a principal aposta tecnológica para os próximos anos. Em relação ao tráfego de dados, os entrevistados disseram que o acesso à internet e à TV serão os serviços grande consumidores de banda.

A pesquisa foi realizada com 471 profissionais de telecom durante a Futurecom, principal evento do país, que ocorreu na semana passada.

[via PlantãoInfo]

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Cresce o número de equipamentos com HSDPA

SÃO PAULO – O número de lançamentos de produtos compatíveis com tecnologia HSDPA dobrou nos últimos 11 meses.

A GSA Association (Global Mobile Suppliers Association), que reúne fabricantes de dispositivos com tecnologia GSM, fez um levantamento que contabilizou 805 novos produtos com tecnologia HSDPA – o número dobrou nos últimos 11 meses.

O número de fabricantes deste tipo de produto também aumentou, de 80 para 120, no mesmo período, de acordo com o levantamento.

De todos os 805 produtos lançados, 500 deles suportam velocidades de até 3,6 Mbps de download e 228 deles atingem até 7,2 Mbps. A maioria dos novos produtos (384) são aparelhos móveis e minilaptops e muitos deles (120) são cartões para PCs (cartões PCMCIA, Express Cards, chipsets e módulos embutidos). O número de novos modens USB lançados durante o período foi de 102. Houve também lançamentos de notebooks (118), roteadores wireless (73). No período do levantamento, também foram lançados 7 media players e 1 câmera com a tecnologia HSDPA.

Veja mais detalhes sobre o lançamento no site da GSA Asssociation.

[via Plantão Info]

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Vivo prevê fim do CDMA em até 3 anos

SÃO PAULO - A Vivo estima que em até 3 anos 100% de seus clientes já tenham migrado para a tecnologia GSM.

A companhia, única que mantém uma rede CDMA no país, implantou uma rede GSM sobreposta à anterior no final de 2006 e, desde o início de 2007, passou a vender celulares nos dois padrões.

A preferência dos clientes, no entanto, fez com que a Vivo fosse abandonando as vendas dos modelos CDMA, que hoje já não são comprados dos fabricantes de aparelhos.

"Hoje mais de 42 por cento do parque já está em GSM", informou Roberto Lima, presidente da Vivo, em encontro com a imprensa nesta quarta-feira.

O número equivale a 14,4 milhões dos 34,32 milhões de assinantes que a operadora tinha em 31 de março. Desse total, a companhia afirma que metade é formada por clientes novos e a outra metade corresponde a assinantes CDMA que mudaram de padrão.

Além de algo como 19 milhões de usuários que ainda estão no padrão CDMA, a companhia também tem 600 mil clientes no antigo padrão TDMA, que já não é vendido há quatro anos.

"Em nenhum momento forçamos a migração de clientes, mas é que a troca de aparelhos está cada vez mais rápida e, quando vai substituir, o cliente prefere um modelo GSM", explicou Lima.

Segundo ele, a Vivo "poderia optar por se livrar dessa rede, mas é uma rede que vale ouro, funciona perfeitamente". Por isso, hoje ela continua senso usada para a transmissão de dados em notebooks (já que a Vivo ainda vende as placas de conexão) e no futuro poderá ser transformada em algum padrão de terceira geração.

"Pode ser que ela se torne uma rede HSPA, ainda não fizemos esse estudo", disse ele, referindo-se ao padrão de transmissão de dados de terceira geração do GSM.

ESTRÉIA EM 3G

A Vivo começou a vender placas de conexão no padrão de terceira geração do CDMA (o EVDO) no final de 2004 e, por isso, preferiu não revelar quando iniciará a oferta dos celulares nas faixas de freqüência adquiridas nos leilões de dezembro passado, cujos contratos foram assinados nesta terça-feira.

"Temos um padrão estabelecido com o EVDO e não podemos fazer pior que isso", disse o presidente.

Por isso, ele informou que a companhia só lançará a nova oferta "na hora em que tivermos a rede testada ao extremo". Ele limitou-se a dizer que isso acontecerá "em 2008".

A companhia tem hoje 400 mil usuários das placas EVDO.

[via]

terça-feira, 29 de abril de 2008

TIM lança 3G em São Paulo e Rio de Janeiro em 1º de maio

São Paulo - Operadora já havia estreado os serviços 3G em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife e Salvador.

Com a assinatura dos contratos para operação das redes de terceira geração nesta terça-feira (29/04), a TIM inicia a oferta de serviços 3G em São Paulo e no Rio de Janeiro a partir do dia 1º de maio.

A Anatel liberou a licença para a operadora atuar na freqüência de 2.100 MHz, adquirida em leilão em dezembro de 2007.

A operadora já havia estreado os serviços 3G em 16 de abril nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife e Salvador, operando na freqüência de 850 MHz.

Na ocasião, o presidente da operadora, Mario Cesar Araujo, afirmou que nas demais cidades onde a operadora comprou freqüência os serviços devem estrear até o final do ano.

Para utilizar os serviços 3G, os usuários não precisam migrar de plano ou trocar de chip – apenas de aparelho, caso o modelo não seja 3G.

A operadora está ofercendo alguns serviços para “degustação” gratuitamente até 30 de junho – incluindo acesso ao YouTube Mobile e aos canais da TIM TV, entre eles Cartoon Network, CNN, Discovery Chanel, Discovery Kids, Esporte Interativo, MTV Brasil, Nick e RedeTV!.

Nos locais onde a 3G está disponível, os novos clientes ganham um pacote de 250MB por 30 dias para degustar os serviços de dados (WAP e Connect) e acesso a conteúdos da TIM Music Store, que traz faixas completas de músicas.

Para os usuário do TIM Web Banda Larga, que usam a rede celular para conectar o computador à internet, a velocidade da 3G – que é de até 1Mbps (megabit por segundo), segundo a operadora – já está disponível automaticamente, sem custos adicionais nos planos.

Serão mantidos os pacotes de 40 MB (19 reais), 250 MB (29 reais) e 1 GB (69 reais), e serão oferecidos nas áreas de cobertura 3G dois novos pacotes, com acesso ilimitado na velocidade de até 1 Mbps, por 99,90 reais, e com velocidade de até 7 Mbps, por 159,90 reais.

Para quem utilizar o aparelho celular para se conectar à rede 3G está disponível também o recurso de vídeo chamada, pelo preço de ligações comuns até 30 de junho.

[via]

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Contratos de 3G serão assinados por operadoras no dia 29 de abril

São Paulo - Após receber aval do TCU, órgão marca para esta terça-feira a solenidade em que as operadoras serão autorizadas a iniciar oferta da 3G.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) marcou para 29 de abril a assinatura dos contratos parta prestação de serviços de telefonia celular de terceira geração (3G).

A assinatura dos contratos estava originalmente agendada para 10 de abril, porém o Tribunal de Contas da União (TCU) adiou o processo para avaliar a licitação, liberando a assinatura na última semana.

Após a assinatura dos contratos, as operadoras vencedoras do leilão terão 18 meses para implementar serviços de banda larga sem fio em mais 3,8 mil municípios brasileiros.

Todas as capitais dos estados, o Distrito Federal e as cidades com mais de 500 mil habitantes terão 3G em no máximo dois anos.

Municípios com mais de 200 mil habitantes deverão estar cobertos pela 3G em até quatro anos; todos os municípios com mais de 100 mil habitantes e 50% dos municípios com população entre 30 mil e 100 mil habitantes deverão ter o serviço em cinco anos.

Ao fim de oito anos, pelo menos 60% dos municípios com menos de 30 mil habitantes terão acesso à tecnologia.

O órgão regulador também determinou que nos próximos dois anos, as operadoras deverão levar a telefonia celular a 1.836 municípios atualmente sem cobertura, ampliando o acesso a mais 17 milhões de pessoas.

[via]

quarta-feira, 23 de abril de 2008

TCU aprova contratos de 3G


Os nove ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) aprovaram, unanimamente, nesta quarta-feira, 23/04, os contratos referentes ao leilão de terceira geração de telefonia celular realizado em dezembro do ano passado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A aprovação do TCU é importante porque agora a Anatel poderá promover a assinatura dos contratos. Sem a assinatura dos termos, as operadoras não podem explorar a freqüência para terceira geração.

Próximos passos

O TCU enviará à Anatel ou ao Ministério das Comunicações, uma cópia da instrução e do acórdão dos ministros, oficializando a aprovação dos contratos. A assessoria de imprensa do TCU não soube informar quanto tempo isso levará e tampouco se o documento será entregue à agência ou ao ministério. A Anatel também não soube estabelecer prazo.

Depois de receber o documento, caberá à Anatel convocar as empresas para a assinatura dos termos. Elas terão 10 dias para comparecer à agência.

Aprovação do TCU considera três aspectos

Os ministros responsáveis pela aprovação são Walton Alencar Rodrigues, presidente do TCU, Marcos Vinícius Vilaça; Valmir Campelo; Guilherme Palmeira; Ubiratan Aguiar;, Augusto Nardes; Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro, que atuou como relator.

O processo de análise do TCU considera três aspectos: exame de viabilidade da concessão ou permissão; exame do edital e da minuta dos contratos, exame da habilitação e do julgamento das propostas. A aprovação de todas elas foi unânime.

Mas já não tem operadora oferecendo 3G?

Claro, Telemig Celular e TIM já oferecem serviços 3G no Brasil, mas utilizam faixas de freqüência adquiridas antes do leilão realizado em dezembro. A Vivo conta com cobertura EVDO, tecnologia 3G da rede CDMA.

No leilão realizado em dezembro, Claro, Vivo, TIM, Oi, CTBC e Telemig Celular adquiriram faixas de freqüência em diversos estados brasileiros para oferecer serviço de terceira geração de telefonia celular nas freqüências 1,9GHz e 2,1GHz. O valor total chegou em R$ 5.338.728.474,08, com ágio de 86,67% sobre os R$ 2.859.913.737,08 estimados pelo Governo.

[via]

quarta-feira, 16 de abril de 2008

3G da TIM e sua parceria com o UOL

Duas notícias relacionadas à entrada da TIM no mercado 3G.

Demora do governo restringe estréia da TIM na 3G a 6 capitais

SÃO PAULO (Reuters) - O atraso na assinatura dos contratos de terceira geração de celular pelo governo restringiu a estréia da TIM nessa tecnologia. Apesar de ter investido cerca de 1,3 bilhão de reais na compra de licenças para oferecer a nova geração em todo o Brasil, a companhia anunciou nesta quarta-feira a estréia apenas em seis capitais.

Os serviços 3G da TIM foram lançados em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife e Salvador. A estréia nessas cidades aconteceu porque a operadora já tinha faixas ociosas na frequência de 850 MHz, que permite que serviços de terceira geração sejam oferecidos.

Para o presidente da TIM, Mario Cesar de Araújo, o fato da Claro ter podido utilizar faixas ociosas de frequência já em novembro do ano passado foi uma vantagem para a sua rival. A companhia de controle mexicano figura como a primeira colocada em participação de mercado em oito áreas metropolitanas do país, segundo uma pesquisa do Morgan Stanley realizada em fevereiro. A TIM, segundo a pesquisa, teve sua participação reduzida para 24 por cento do total nessas regiões, ante 27 por cento que tinha um ano antes.

Araújo disse ainda não ter visto a pesquisa, mas afirmou que "possivelmente a Claro se beneficiou disso". Para ele, houve "uma assimetria regulatória" que permitiu que a Claro lançasse a terceira geração antes mesmo da realização do leilão oficial.

A licitação de frequências reservadas ao uso de serviços 3G foi realizada em dezembro passado e o governo vendeu licenças em 2,1 gigahertz em todo o Brasil. Mas o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu verificar os contratos, o que acabou forçando um adiamento das assinaturas pela Anatel e operadoras, que deveria ter ocorrido dia 10 deste mês.

A companhia de origem italiana também teve de adiar o início da campanha publicitária, que já estava pronta para ser veiculada em todo o país. "Isso quebrou as nossas pernas porque não vamos anunciar algo que ainda não está à venda. Isso complicou um pouco as coisas", disse o presidente da TIM, em encontro com a imprensa.

De acordo com o executivo, logo após a assinatura, os serviços 3G da TIM começarão a ser vendidos em São Paulo e Rio de Janeiro e, até o final do ano, "em todas as capitais e nas maiores cidades". A expectativa é que o TCU libere os contratos para a Anatel ainda este mês e que a assinatura dos termos aconteça em maio.

O atraso fará com que a operadora também perca o Dia das Mães, uma das datas mais fortes para o comércio, na oferta da nova geração. "Os pais é que vão ter celular 3G", disse o executivo.

A operadora informou ter a expectativa de que, ao longo deste ano, 10 por cento das novas adições sejam vinculadas à nova geração. Entre os novos serviços a serem oferecidos estão banda larga móvel, programas de TV no celular, jogos e videochamada. Os produtos fazem parte do plano de investimento de 7,2 bilhões de reais da companhia no triênio 2008-2010.

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UOL oferece acesso à Internet em banda larga sem fio 3G da TIM

A partir desta quarta-feira (16/04), o UOL e a TIM passam a oferecer aos internautas brasileiros uma nova forma de acesso à Internet em banda larga pela tecnologia 3G que deve dar mais mobilidade a quem precisa de uma conexão rápida.

Com um modem 3G, o internauta pode ter acesso móvel à Web a velocidades que variam de 1 Mbps a 7 Mbps no notebook ou mesmo em seu PC de casa e ainda ter acesso a conteúdo e serviços do maior portal da Internet em língua portuguesa.

A grande vantagem é a mobilidade —enquanto os modems das tecnologias ADSL ou cabo exigem fios para ligar o computador à rede, o modem 3G mantém você conectado em alta velocidade, aonde quer que vá.

O serviço, chamado TIM Web Banda Larga 3G, está disponível na região metropolitana de Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife e Salvador. Segundo a operadora, o cronograma também prevê, em breve, a oferta do serviço em São Paulo e Rio de Janeiro.

Para clientes que já são da operadora, a adesão à tecnologia 3G pode ser feita automaticamente, sem a necessidade de comprar um novo chip. Para acesso pelo notebook ou computador, é preciso ir até às lojas da TIM, comprar o mini modem e usar o próprio chip do celular.

Agora, se o cliente for utilizar o serviço pelo celular, é preciso que o aparelho seja compatível com 3G.

Além dos quatro planos já oferecidos— de 40 MB (R$ 19), 250 MB (R$ 29) e 1 GB (R$ 69)—, a TIM acrescenta dois dois novos pacotes de banda larga com acesso ilimitado nas velocidades de até 1 Mbps, por R$ 99,90, e de até 7 Mbps, por R$ 159,90 (oferecidos nas áreas de cobertura 3G da TIM).

UOL Celular

Além da banda larga para computadores, a parceria permite aos clientes da operadora acessar, diretamente no portal WAP da TIM, vídeos exclusivos dos colunistas do UOL como José Simão, que comenta os fatos culturais e políticos em destaque, e Juca Kfouri, que traz informações de bastidores do esporte.

Quem tiver um celular 3G da TIM também poderá navegar pelo UOL Celular sem nenhum custo. O portal móvel do UOL tem acesso livre, mas o download das páginas normalmente é descontado do plano de dados do usuário, assim como qualquer serviço online. Com a parceria, o cliente TIM ficará livre deste custo por um mês, com um limite de download de 256 MB.

O UOL Celular leva o conteúdo do maior portal de Internet em língua portuguesa para o seu bolso, com as principais notícias e imagens do dia em assuntos como Carros, Celebridades, Cinema, Cotidiano, Esporte, Estilo, Jogos, Tecnologia e Viagem. O Placar UOL, que traz ao vivo os resultados da rodada, permite acompanhar os principais campeonatos direto do celular.

Usuários de celulares TIM também poderão acessar notícias do UOL por mensagens curtas (SMS), fazer downloads de papéis de parede, ringtones e programas gratuitos para personalizar o aparelho no UOL Celular.

"É uma parceria em 360 graus, em que os clientes da TIM terão acesso ao conteúdo do UOL, e os assinantes do UOL poderão desfrutar de Internet móvel em alta velocidade", diz Renato Ciuchini, diretor de Planejamento Estratégico e Novos Negócios da TIM.

3G em notebook e aparelhos

Além da parceria com o UOL, outras dez empresas fazem parte do novo serviço da operadora. Entre elas, a HP que oferece um notebook que já sai com modem 3G e Tim Chip embarcado e acesso grátis ao TIM Web Banda Larga por três meses. O modelo oferecido incialmente será o HP Compaq Business Notebook 6910p.

Quanto aos celulares, nas cidades com disponibilidade imediata do serviço 3G na freqüência de 850 MHz, há por enquanto quatro modelos disponíveis: Nokia 6267, Nokia 5610, Nokia 6120 e Sony Ericsson K850.

No Rio de Janeiro e em São Paulo, que vão operar na freqüência de 2,1 GHz, estarão disponíveis os modelos Nokia N95, Nokia N81, Sony Ericsson W910, Nokia 6267, Nokia 5610, Sony Ericsson K850 e Nokia 6120.
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terça-feira, 15 de abril de 2008

Clientes reclamam e Claro admite que precisa ampliar rede 3G

São Paulo - Operadora responde a críticas dizendo que a demanda pelo serviço foi maior que a esperada e que sua rede está sendo melhorada.

A matéria sobre a velocidade dos serviços 3G publicada na última semana no IDG Now!, suscitou uma série de comentários de leitores criticando os serviços de terceira geração da operadora Claro, que respondeu às críticas reconhecendo que a demanda pelo serviço foi maior que a esperada e afirmando que está trabalhando para ampliar a rede.

Muitos leitores afirmaram que a operadora não estaria dando conta do volume de usuários do serviço. “A rede da Claro não está conseguindo comportar o número de assinantes. Eu me conecto de manhã, entre 7h e 8h e tenho conexões super rápidas, sem nenhuma falha, mas a medida que as horas vão passando a conexão vai ficando cada vez mais lenta”, relatou o leitor Rodrigo.

“Recebe-se promessas e informações de que a rede está sendo adequada e que será normalizado o acesso”, comentou o leitor Antonio Guilherme. “O serviço nunca funcionou satisfatoriamente, aliás, a conexão pelo 3G nunca ocorreu”, protesta ele

“Fui provavelmente um dos primeiros a adquirir o plano 3G da Claro. Além de não haver uma velocidade superior a 14 ou 20 Kbps, 70% do tempo o sistema não navega”, relata o leitor Artur Scavone. “Eles insistem que é temporário, que irão chegar ao de fato ofertado. Gastei [...] 200 reais e não tenho conectividade”, ele complementa.

Respondendo às reclamações dos leitores, a operadora reconheceu a falha no dimensionamento dos serviços. “O sucesso da oferta do serviço 3G banda larga foi muito maior que o esperado e agora estamos trabalhando fortemente na ampliação de rede para adequar a demanda do serviço à capacidade instalada”, disse a empresa em e-mail enviado ao IDG Now!.

Mas o desempenho não é o único fator que frustrou os leitores. Eles também citaram problemas no atendimento. “Desde janeiro venho reclamando na Claro e nada. Eles prometem, marcam datas e nada. Não consigo mais falar com a Claro no telefone de atendimento”, conta Wesley.

“Ao ligar para a empresa eles ficam te transferindo de setor em setor até você cansar e desistir. Perdem-se horas produtivas tentando contato”, conta o leitor Antonio Guilherme.

Diante do cenário, o leitor Antonio fez sua recomendação: “Façamos todos queixa na Anatel, pois caso contrário a Claro continuará tripudiando sobre nossos direitos”.

Leia a seguir a resposta da Claro às reclamações dos leitores na íntegra:

“O sucesso da oferta do serviço 3G banda larga foi muito maior que o esperado e agora estamos trabalhando fortemente na ampliação de rede para adequar a demanda do serviço à capacidade instalada. Os problemas decorrem da própria característica do serviço e lembramos que é próprio da implantação de qualquer serviço uma fase de ajustes. Foi assim quando surgiu o celular, por exemplo! De qualquer forma, temos certeza de que, em pouco tempo, teremos cada vez mais clientes se beneficiando de um serviço de qualidade.”

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sábado, 12 de abril de 2008

Velocidade da 3G decepciona usuários

A principal promessa das redes de terceira geração é maior velocidade de acesso a dados. Dispostas a competir com os serviços de banda larga via cabo e ADSL disponíveis no mercado, as operadoras que já estrearam suas redes 3G no Brasil – Vivo, Telemig e Claro – investiram pesado na divulgação de pacotes de banda larga móvel para PCs utilizando a rede celular.

Porém, o desempenho do serviço vem decepcionando muitos usuários. No site de reclamações online Reclame Aqui, por exemplo, centenas de usuários registraram sua insatisfação com a velocidade. Comunidades no Orkut também reúnem clientes insatisfeitos com a 3G.

Embora as redes de terceira geração tenham o potencial teórico de atingir picos de velocidade de até 14,4 Mbps (megabits por segundo), na prática, a conexão é bem mais lenta. No Brasil, a velocidade oferecida pelas operadoras nos planos 3G varia.

A Vivo, que utiliza a tecnologia EV-DO na sua rede CDMA para oferecer o serviço Zap, estima velocidade média da conexão entre 300 Kbps (kilobits por segundo) e 700 Kbps. Já a Telemig, que trabalha com a tecnologia HSDPA em rede WCDMA, dá como referência aos clientes a velocidade média de 1 Mbps (megabit por segundo).

No caso das duas operadoras – que recentemente se fundiram – os preços dos pacotes variam conforme a quantidade de dados trafegados.

Já a Claro, recém-entrante no segmento, trabalha com um modelo mais parecido com o que os clientes já estão acostumados na banda larga tradicional. A operadora oferece três pacotes de velocidades distintas: 250 Kbps, 500 Kbps e 1 Mbps. O limite de tráfego varia conforme o pacote.

Porém, de acordo com as próprias operadoras, diversos fatores podem interferir na velocidade obtida pelo usuário. Um deles é a distância entre o ponto onde o serviço está sendo acessado e a antena que está emitindo o sinal, conhecida como ERB (estação rádio base).

“Nas regiões periféricas ou onde há interferência, pode haver queda de performance”, atesta Paulo Matos, diretor de engenharia da Telemig. Como a transmissão é sem fio, outros fatores como a topografia e o clima também podem interferir no desempenho do serviço.

Há ainda um fator polêmico: o número de usuários conectados simultaneamente ao serviço. As operadoras negam que suas redes não tenham capacidade para atender a atual demanda por banda entre os usuários do serviço, mas admitem que este cenário pode causar a redução em velocidade.

A Claro, por exemplo, garante em contrato apenas 10% da velocidade nominal do serviço. No plano mais básico de 250 Kpbs, isso significa 25 Kbps – menos que uma conexão discada. “Não é o que o cliente vai ter o tempo todo, mas pode ocorrer em momentos de pico”, explica Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor agregado da Claro.

O argumento apresentado pela operadora é de que o serviço ainda é novo e, portanto, gera dúvidas por parte dos clientes. Mas a Vivo, que já está no mercado de 3G há quatro anos, não poupa críticas os novos entrantes pela falta de responsabilidade ao divulgar os serviços.

“Falta responsabilidade na hora de cumprir a expectativa”, diz Cristiano Zaroni, gerente de marketing de oferta profissional da Vivo. “É um risco muito grande oferecer planos baseados em velocidade. Além de frustrar o usuário, isso compromete o crescimento de um mercado que tem uma importância enorme”, ele justifica.

Mudança de hábito

A operadora, que já acumula uma base de 400 mil usuários de serviços de internet via rede celular, viveu o problema na pele. Zaroni conta que a decisão de tirar o limite teórico de velocidade do serviço, que é 2,4 Mbps, dos materiais promocionais é de apenas um ano atrás.

Mas ao fazer esta adequação das expectativas dos clientes, a operadora já registrou uma queda da ordem de mais de 30% no volume de reclamações associadas ao serviço. “O segredo é oferecer ao usuário aquilo que ele vai poder usar quando precisar”, explica Zaroni.

Além disso, a companhia apostou em uma estrutura de suporte técnico especialmente voltada aos clientes de banda larga. “O nível de criticidade é maior. O custo para o usuário de não enviar um e-mail ou não acessar um site naquele exato momento em que ele precisa é muito grande”, explica o executivo.

“Tivemos um longo aprendizado, tanto com as experiências boas quanto ruins”, reconhece o executivo. Ele defende que a bagagem será importante até mesmo para implantar a nova rede 3G da companhia, que será baseada em um padrão diferente do atual – o WCDMA, com tecnologia HSDPA.

Responsabilidade do cliente


Diante de todas essas questões, o usuário deve estar muito atento na hora de adquirir um serviço de banda larga para o seu computador utilizando a rede 3G. Em primeiro lugar, é importante ler com atenção o contrato e entender as garantias de serviço estabelecidas nele.

Outro fator importante a ser questionado é a área de cobertura do serviço. Tenha certeza de que as áreas em que você pretende usar a rede 3G são de fato cobertas pela tecnologia, pois do contrário o aparelho se conectará à rede 2G, que garante velocidade média de apenas 100 Kbps. As operadoras asseguram que tais informações estão disponíveis no ponto-de-venda.

Ciente destas políticas, se optar por um serviço, o cliente deve verificar se ele está sendo entregue dentro dos termos definidos. “O cliente tem que estar ciente da velocidade contratada e monitorar o serviço, fazendo um relatório de todos os problemas”, orienta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor)

Segundo a especialista, se a velocidade ficar abaixo do mínimo garantido em contrato, o usuário pode exigir desconto no preço do serviço ou cancelamento do contrato. Dolci também aconselha o usuário a encaminhar a reclamação aos órgãos de defesa e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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